Olho Vivo é o sistema de monitoramento de transporte da SPTrans que mantém você informado sobre a velocidade média desenvolvida pelos ônibus e o tempo médio da viagem nos corredores e em outras vias da cidade, somando cerca de 247 quilômetros monitorados. Assim, você se programa, se organiza e faz seus itinerários com muito mais rapidez.
O cálculo
O tempo de percurso é calculado a partir do deslocamento dos ônibus entre o início e o final de um corredor, conjunto viário ou trecho de via, e inclui o tempo de parada para embarque e desembarque dos passageiros. Consequentemente a correspondente velocidade, relação entre a distância e o tempo de percurso, também considera o tempo parado.
Para tornar possível esses cálculos a SPTrans recebe informações de equipamentos embarcados em cada ônibus da cidade chamado de AVL – Automatic Vehicle Location. O AVL é um equipamento eletrônico que tem a função de obter informações do sistema GPS, estabelecer uma conexão com o centro de controle da SPTrans – CCI; e enviar um pacote de dados contendo a localização exata do veículo. Essa transmissão é realizada através de rede GPRS a cada 100 segundos.
Atualmente a SPTrans coleta cerca de 15 milhões de registros por dia, contabiliza esses dados em um sistema central denominado SIM – Sistema Integrado de Monitoramento, que é uma ferramenta de planejamento e gestão do transporte público – realiza os cálculos de previsão e envia para todo o sistema Olho Vivo, que engloba o Mapa de Fluidez e os PMVs – Painéis de Mensagens Variáveis – que você vê nos terminais e nos corredores da cidade. Nos corredores um PMV apresenta o código da linha que está se aproximando, o número do carro, a hora prevista para chegada e o letreiro da linha. São apresentadas duas linhas por tela e cada ciclo de mensagem dura em torno de sete segundos.
Os relógios dos PMVs são sincronizados com o Observatório Nacional, portanto sempre que possível mantenha seu relógio sincronizado.
O aplicativo
O Mapa de Fluidez do Olho Vivo é um esquemático das vias monitoradas da cidade de São Paulo. Nele os corredores de ônibus são apresentados na forma de uma linha contínua e as outras vias na forma de uma linha pontilhada.
No mapa são destacadas e nomeadas as principais ligações da cidade, como por exemplo as represas Billings e do Guarapiranga, os rios Tietê e Pinheiros, todos os terminais - identificados pelo símbolo
- estações de transferência - identificadas pelo símbolo
- e algumas estações do Metrô - identificadas pelo símbolo
- para facilitar o entendimento e localização no mapa.
O desenho do mapa possui uma estilização de cores, que são as áreas de atuação da SPTrans. Essa subdivisão da cidade foi adotada para facilitar a organização das linhas, onde cada área possui uma cor diferente e é operada por um consórcio e uma cooperativa.
No topo do mapa de fluidez existem duas caixas que informam uma certa velocidade. Essas velocidades são a média de todo o sistema, onde:
Na caixa denominada "Bairro-Centro"é apresentada a média de velocidades correspondente às viagens que partem do bairro com sentido ao centro. Já a caixa "Centro-Bairro" apresenta a média de velocidades correspondente às viagens que partem do centro com sentido aos bairros.
Exemplo:
Este conceito "Bairro-Centro" e "Centro-Bairro" é aplicado para todos os trechos de todas as vias apresentadas no Mapa de Fluidez do Olho Vivo.